
“A nova legislação é um retrocesso muito grande para as empresas brasileiras pois torna mais complicada a venda para consumidores de outros Estados. O consumidor também está sendo prejudicado, pois vai pagar mais caro pelas compras online”, aponta o integrante do Núcleo de E-commerce da Acib (Associação Empresarial de Blumenau), Frank Norman Hirt, da importadora Stuttgart. Ele afirma, inclusive, que algumas empresas de comércio eletrônico estão fechando por não conseguir manter o equilíbrio financeiro. Uma pesquisa feita pelo Sebrae constatou que, após a medida, 25,2% das empresas respondentes pararam de vender para outros Estados e 8,7% interromperam todas as vendas, devido às dificuldades financeiras relacionadas ao aumento da tributação. “Num cenário econômico que já era bastante negativo para 2016, o governo demonstra mais uma vez que está totalmente desconectado da realidade ao permitir a entrada em vigor desta legislação que torna a operação das empresas ainda mais burocrática e custosa”, afirma Frank.
A ABComm (Associação Brasileira de Comércio Eletrônico) entrou com uma Ação Direta de Inconstitucionalidade no Supremo Tribunal Federal (STF). O requerimento visa cancelar cinco das onze cláusulas do Convênio 93/2015 do Confaz, uma delas era esta que tratava especificamente da obrigação das empresas do Simples Nacional em aderirem às novas regras. “O comércio eletrônico é um dos setores que mais cresce no Brasil, movimentando R$ 48,2 bilhões em 2015. Entretanto, as novas regras do ICMS impostas pelo Convênio 93/2015 podem ter efeitos nefastos para as lojas virtuais, com impacto de R$ 5 bilhões – principalmente para os pequenos empresários”, aponta a entidade.
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