Nos últimos anos, Santa Catarina tem sido alvo de grandes investimentos na área da construção civil. Centenas de obras iniciam todos os dias, principalmente nas regiões do Vale do Itajaí, Litoral e Norte. Diante deste cenário, surge a necessidade do Gerenciamento de Empreendimentos, uma atividade ainda pouco difundida no Estado, que visa garantir a qualidade e a economia de recursos utilizados no empreendimento. Os dados indicam que o acompanhamento desenvolvido com este serviço pode gerar uma economia de 6% a 9%, evitando desperdício por falta de racionalização. Além da economia gerada, o Gerenciamento pode contribuir para diminuição nas despesas com reparos durante a operação do empreendimento. Estes reparos, quando feitos após a conclusão da obra, podem gerar um gasto 25 maior do que o valor original do que foi projetado.

Assim, o papel da Gerenciadora de Empreendimentos é, por meio da atuação de uma equipe técnica, realizar o acompanhamento da obra, desde a coordenação dos projetistas e estimativas de custos até o planejamento e fiscalização da execução das atividades realizadas. “A ideia principal é gerenciar todas as etapas da construção do empreendimento e se as fases estão sendo cumpridas de acordo com o planejamento. Por fim, é possível mostrar, por meio de relatórios transparentes, os benefícios e a economia gerada com a correta gestão da obra”, explica Daniel Funchal, sócio diretor da Tago Engenharia, de Balneário Camboriú (SC).

As empresas prestadoras deste serviço contam com uma equipe mais enxuta e multidisciplinar, formada por profissionais com expertise e especializados em obras específicas, como shoppings centers, estádios de futebol, estaleiros e outras. “Outra função importante da gerenciadora é a supervisão, apontando ineficiências nos processos que, muitas vezes, a construtora ou quem está contratando não percebe. Tudo isso contribui para que haja uma padronização efetiva das etapas do projeto e dos próprios empreendimentos planejados por uma mesma empresa ou investidor”, ressalta Vinicius Martins, sócio diretor da Tago.

O gerenciamento de empreendimentos ainda auxilia efetivamente na diminuição do consumo de recursos nas obras, com menor impacto na região onde está sendo instalada e soluções técnicas adequadas às normas técnicas e legislação, realidade do local e das necessidades da empresa contratante. A Tago Engenharia ainda trabalha com outros dois tipos de serviço: coordenação de projetos, administração e fiscalização de empreendimentos.

Sustentabilidade

Somadas ao completo gerenciamento do projeto e obra, a Tago Engenharia oferece soluções técnicas que visam à utilização de recursos de forma sustentável. Algumas medidas sugeridas auxiliam na queda de geração de resíduos, poluição, tráfego e consumo de recursos naturais. “Nestes casos, nossa motivação está voltada para o menor impacto na vizinhança, redução no consumo e custo de operação, com técnicas mais limpas e melhor aproveitamento de espaço e agilidade. Como consequência, os processos e empreendimentos se tornam mais sustentáveis”, acrescenta Funchal.

Saiba mais:

– Desperdícios de materiais e equipamentos, por má administração da obra, podem custar entre 3 e 5% do valor da obra.

– Custos de refaturamento de materiais e serviços em contratação de obra a preço fechado podem custar entre 9 e 11% acima do valor total da obra.

– Sem o trabalho de gerenciamento de empreendimentos, custos para reparos por deficiências de coordenação de projetos e negligências durante a execução, podem custar 25 vezes mais do que o previsto no projeto.